Concerto| Festival:Barcelos On The Rocks - Dia 21
Shamans Of RockThe Glockenwise
IndignuDepois de alguma polémica causada pelos concertos do primeiro dia, 14 de Dezembro, o Festival Barcelos On The Rocks teve ontem o seu segundo dia de concertos com quatro bandas rock que demonstraram uma pequena amostra do melhor que se faz pelas terra do galo. Provavelmente este terá sido o dia mais forte do festival, mas em números de espectadores parece ter sido inferior face à enchente da semana anterior, embora em ambas as noites os bilhetes para o evento tivessem esgotado.
A cena…a tal cena barcelense, que muitos desmentiam que pudesse existir, está realmente a acontecer. Quem tem olhos na cara reparou na injecção de sangue novo nas cadeiras do auditório do Museu da Olaria. Este é o resultado de uma quantidade de bandas novas, que surgiram nos últimos anos, aliado ao rejuvenescimento das bandas mais antigas que estavam paradas. Este é talvez o ponto mais alto que esta cena musical atingiu até hoje. As compilações com bandas barcelenses são em grande número, as criticas aos discos são muito positivas, os concertos acontecem com bastante frequência, os trabalho de estúdios são surpreendentes, e o melhor disto tudo é que há sempre uma ou mais bandas com vontade de querer explodir mais do que as restantes.
O entusiasmo arrefece quando se questiona se Barcelos merece mesmo tudo isto. Há uma réstia de esperança na mudança de mentalidades com função atribuída às bandas de adolescentes que insistem, e muito bem, em provocar o caos e introduzir a mudança. São bandas de adolescentes, como os The Glockenwise (que tocaram nesta noite), que servem de porta de abertura para esta nova geração que surge nos concertos a apreciar bandas como as que tivemos nesta noite: Classified, Indignu e Shamans Of Rock. O MySpace dá um empurrão final a que nós profundamente agradecemos.
Este empurrão é notável quando músicas como «Monster» são cantarolas pelo público. O oto-verme “bang, bang, we got him!” fabricado pelo quarteto barcelense Classified é um excelente exemplo do papel fundamental que teve este portal na cena barcelense, mais que em qualquer outra. Se não havia conhecimento de todas as bandas, agora não têm desculpa para tal. Desculpa também não a tem quem por alguma razão perdeu o primeiro concerto da noite. Os autores de “Loud’n’Angry” rodaram alguns temas deste Ep como «Monster» ou «Taunt» e ainda alguns novos como «Dj Alvaro», sempre com uma forte sonoridade rock, a revelar que a rodagem por diversos palcos é essencial e tem lhes feito bastante bem.
Com boa rodagem estão também os Indignu, agarrados ao pós-rock e ao rock mais duro, numa tentativa de fazer algo de novo e interessante. O excelente tema instrumental («Rafaela») que abriu o concerto é imagem desse trabalho intenso que a banda tende a fazer. Infelizmente, devido a problemas técnicos com uma das guitarras, não foi possível darem um concerto como a bandas gostaria, embora tivessem deixado uma boa lição para qualquer banda: se um elemento da bandas tem algum problema, o restante da banda não se pode deixar afectar, devendo ultrapassar este com exímia. A banda, apesar do sucedido, ainda apresentou um tema novo que agradou aos ouvidos, mas que ainda deve ser trabalhado já que a voz não encaixa na totalidade da sonoridade do tema. Aliás, esta é uma aresta a limar em muitas músicas dos Indignu.
No entanto estamos perante uma excelente banda com excelentes músicas e com vontade de percorrer outros caminhos.
Outros caminhos parecem estar abertos parta o garage-rock’n’roll do quarteto The Glockenwise. O que estes adolescentes, na casa dos 17 anos, fizeram no auditório foi realmente extraordinário. Provocaram uma mudança brusca no ritmo da noite, fizeram a festa do rock’n’roll como vêem nos velhinhos vídeos dos Stooges e dos Ramones. Fazem-nos vibrar como eles vibram nos concertos de Vicious 5 e Green Machine. Mas há algo mais aqui que uns V5 ou GM…até porque estes são bastante mais novos que os pioneiros do nova vaga rock. Prova-o o tema novo com que a bandas abriu o concerto. Punk mais punk não há! Fazem as veias do pescoço saltar fora com tanta rebeldia, fazem os espectadores levantarem-se da cadeira quente e dançarem numa verdadeira festa rock’n’roll, congratulam aplausos, raramente agradecem(o que é de louvar numa banda punk), e ainda tocam com o dedo na ferida na controversa cena barcelense. Rock’n’roll, mosh, corpos que dançam e que se deixam levar ao som de «Backalley» ou «Explosive Generation». Só para terem uma ideia surrealista do que foi este concerto do auditório do museu: o vocalista Ferros terminou o concerto num orgulhoso crowd surfing. De louvar!
Por último, mas não menos importante, subiu ao plateau do museu barcelense, o trio Shamans Of Rock, vencedores da última edição do ridículo concurso Barcelos Para a Música.
Este trio está no alcance da perfeição. Todos são instrumentistas de excelência, e isso notou-se descaradamente ao longo deste grandioso concerto em que o hard-rock e o blues ganham espaço na música da banda. São um produto atrasado do 60 e 70, mas que ainda de certa forma faz algum sentido. Aliás, faz ainda mais sentido quando os concertos desta banda são uma raridade e vemos rapazes e raparigas da geração MySpace a cantar temas como «Rock’n’roll(é viver)», o que é fantástico e prova a existência de um muito bem vindo público novo.
Este power-trio ainda arranjou espaço ainda para duas versões de Led Zeppelin, muitíssimo bem executadas, assim como todos os temas originais da bandas, mas o que fica na memória é a forma como o público agarrou a sonoridade da banda, que nos leva a pensar que podemos estar perante mais uma bomba musical barcelense.
A cena…a tal cena barcelense, que muitos desmentiam que pudesse existir, está realmente a acontecer. Quem tem olhos na cara reparou na injecção de sangue novo nas cadeiras do auditório do Museu da Olaria. Este é o resultado de uma quantidade de bandas novas, que surgiram nos últimos anos, aliado ao rejuvenescimento das bandas mais antigas que estavam paradas. Este é talvez o ponto mais alto que esta cena musical atingiu até hoje. As compilações com bandas barcelenses são em grande número, as criticas aos discos são muito positivas, os concertos acontecem com bastante frequência, os trabalho de estúdios são surpreendentes, e o melhor disto tudo é que há sempre uma ou mais bandas com vontade de querer explodir mais do que as restantes.
O entusiasmo arrefece quando se questiona se Barcelos merece mesmo tudo isto. Há uma réstia de esperança na mudança de mentalidades com função atribuída às bandas de adolescentes que insistem, e muito bem, em provocar o caos e introduzir a mudança. São bandas de adolescentes, como os The Glockenwise (que tocaram nesta noite), que servem de porta de abertura para esta nova geração que surge nos concertos a apreciar bandas como as que tivemos nesta noite: Classified, Indignu e Shamans Of Rock. O MySpace dá um empurrão final a que nós profundamente agradecemos.
Este empurrão é notável quando músicas como «Monster» são cantarolas pelo público. O oto-verme “bang, bang, we got him!” fabricado pelo quarteto barcelense Classified é um excelente exemplo do papel fundamental que teve este portal na cena barcelense, mais que em qualquer outra. Se não havia conhecimento de todas as bandas, agora não têm desculpa para tal. Desculpa também não a tem quem por alguma razão perdeu o primeiro concerto da noite. Os autores de “Loud’n’Angry” rodaram alguns temas deste Ep como «Monster» ou «Taunt» e ainda alguns novos como «Dj Alvaro», sempre com uma forte sonoridade rock, a revelar que a rodagem por diversos palcos é essencial e tem lhes feito bastante bem.
Com boa rodagem estão também os Indignu, agarrados ao pós-rock e ao rock mais duro, numa tentativa de fazer algo de novo e interessante. O excelente tema instrumental («Rafaela») que abriu o concerto é imagem desse trabalho intenso que a banda tende a fazer. Infelizmente, devido a problemas técnicos com uma das guitarras, não foi possível darem um concerto como a bandas gostaria, embora tivessem deixado uma boa lição para qualquer banda: se um elemento da bandas tem algum problema, o restante da banda não se pode deixar afectar, devendo ultrapassar este com exímia. A banda, apesar do sucedido, ainda apresentou um tema novo que agradou aos ouvidos, mas que ainda deve ser trabalhado já que a voz não encaixa na totalidade da sonoridade do tema. Aliás, esta é uma aresta a limar em muitas músicas dos Indignu.
No entanto estamos perante uma excelente banda com excelentes músicas e com vontade de percorrer outros caminhos.
Outros caminhos parecem estar abertos parta o garage-rock’n’roll do quarteto The Glockenwise. O que estes adolescentes, na casa dos 17 anos, fizeram no auditório foi realmente extraordinário. Provocaram uma mudança brusca no ritmo da noite, fizeram a festa do rock’n’roll como vêem nos velhinhos vídeos dos Stooges e dos Ramones. Fazem-nos vibrar como eles vibram nos concertos de Vicious 5 e Green Machine. Mas há algo mais aqui que uns V5 ou GM…até porque estes são bastante mais novos que os pioneiros do nova vaga rock. Prova-o o tema novo com que a bandas abriu o concerto. Punk mais punk não há! Fazem as veias do pescoço saltar fora com tanta rebeldia, fazem os espectadores levantarem-se da cadeira quente e dançarem numa verdadeira festa rock’n’roll, congratulam aplausos, raramente agradecem(o que é de louvar numa banda punk), e ainda tocam com o dedo na ferida na controversa cena barcelense. Rock’n’roll, mosh, corpos que dançam e que se deixam levar ao som de «Backalley» ou «Explosive Generation». Só para terem uma ideia surrealista do que foi este concerto do auditório do museu: o vocalista Ferros terminou o concerto num orgulhoso crowd surfing. De louvar!
Por último, mas não menos importante, subiu ao plateau do museu barcelense, o trio Shamans Of Rock, vencedores da última edição do ridículo concurso Barcelos Para a Música.
Este trio está no alcance da perfeição. Todos são instrumentistas de excelência, e isso notou-se descaradamente ao longo deste grandioso concerto em que o hard-rock e o blues ganham espaço na música da banda. São um produto atrasado do 60 e 70, mas que ainda de certa forma faz algum sentido. Aliás, faz ainda mais sentido quando os concertos desta banda são uma raridade e vemos rapazes e raparigas da geração MySpace a cantar temas como «Rock’n’roll(é viver)», o que é fantástico e prova a existência de um muito bem vindo público novo.
Este power-trio ainda arranjou espaço ainda para duas versões de Led Zeppelin, muitíssimo bem executadas, assim como todos os temas originais da bandas, mas o que fica na memória é a forma como o público agarrou a sonoridade da banda, que nos leva a pensar que podemos estar perante mais uma bomba musical barcelense.
Texto: Ilídio Marques
Fotos: Pedro Silva







35 Comments:
Grande noite de Rock N'Roll!!!
grande noite sim senhor
os classified nao sao um quinteto mas sim um quarteto! so demonstra k n percebes um crlh desta merda
Enganou-se! isso nao é saber de música é mesmo matemática. Ele esteve lá.
Só não gosto da forma como as vezes falas dos miudos "geração myspace". Por vezes desprezas essa tal geração só por ter mais acesso a música do que tu tiveste. Pois bem, para mim que já para aqui ando à demasiado tempo, são exactamente esses miudos que elevarão o nome de bandas barcelences.
Foi uma grande noite de Rock!
Certamente das melhores que Barcelos já teve: gostei muito de todas as bandas e fiquei pasmado com a qualidade da maior parte dos musicos e das musicas; pessoal façam mais e melhor, que é isto que o "povo" quer.
Pede-se BOTR no Verao.
BOTR no Verão...e no areal do rio! isso é k era!
acho que geração myspace não é sequer um rotulo depreciativo, mas sim uma maneira de dizer que esta geração dá o suporte que dá às bandas barcelences, pk felizmente sao visitantes dos myspace's das bandas. e isso sim, caracteria-os pela maneira como apoiam a musica barcelense.
e o ilídio faz parte dessa mesma geração myspace
Ironicamente, o termo "geração myspace" identifica UMA geração. Ou, se preferirem, uma etapa da história da internet, uma vez que eu também uso o myspace e tenho mais uns bons anos de serviço sendo, por isso, da geração dos vossos progenitores.
Já tive oportunidade de escrever noutros locais que hoje em dia estas estruturas demasiado pesadas tendem a definhar e a ruir. E por diversas questões: porque o tempo provoca uma natural erosão e por ser muito difícil criar rotinas em malta mais nova - já por aí passei também -, mas também do ponto de vista técnico, económico e até social. Mas estas são discussões para outros locais que não este.
Em jeito de curiosidade, podem dar uma vista de olhos neste texto: http://www.davidlouisedelman.com/technology/end-of-myspace/
Por mim, entendo que as estruturas em cascata, por se tornarem demasiado ruidosas, visíveis e grandes, tendem a explodir e passar à história. Talvez falte ainda algum tempo ao MySpace para isso acontecer, mas o melhor é aproveitá-lo bem - enquanto dura.
P.S.: Já sei que este é um comentário off-topic, "despropositado e baixo"; mas acho que poderá ser útil a alguns de vocês. Também o petróleo vai acabar um dia. Assim como o Sol...
Abraço,
Manuel Melo
www.sinfonias.org
Não creio que haja uma "Geração Myspace", como não creio que tenha havido uma "Geração Rasca", todas as generalizações pecam por isso mesmo, por serem generalizações, há que ter em conta os valores individuais dentro das diferentes gerações.
É errado falar de "geração myspace", hi5, orkut ou facebook, há gente de diversas idades que utilizam estas plataformas, eu próprio utilizo e acho vantajosas nos mais diversos sentidos, tal como utilizo programas de partilha de ficheiros como o Soulseek, mas não é por isso que deixo de ler livros e comprar discos. O grande problema é quando não se sabe tirar partido dessas plataformas e se cai, aí sim, numa generalização provocada pela repetição e até pela cópia. Exemplificando, trezentas meninas num universo de 400 terem como escritor favorito Paulo Coelho e como banda os Vicious Five é preocupante.
Se há coisa que não acontece no panorama musical de Barcelos é generalização musical, o que é óptimo. Há imensas bandas a surgir e praticando diferentes sonoridades. Isto numa cidade pequena, apesar de ser o maior concelho do país é uma cidade pequena, é um importante fenómeno que deve ser aproveitado. Não se deve é cair na tentação eufórica de dizer que Barcelos é a cidade do Rock'n'roll, quando isso não é verdade, tal como nunca o foram Coimbra e Braga quando foram apelidadas disso mesmo.
Eventos como estes são importantes, é importante juntar bandas, juntar públicos e não fomentar a dispersão. Há imensos edifícios nesta cidade que estão parados há anos e precisam de movimento, um desses exemplos é o Museu de Olaria que eu nem fazia ideia que existia!
Fico contente por vir a Barcelos ao Fim-de-semana e ter sítios onde ir, de ver bandas a tocar, de ver pessoas vestidas de forma diferente, com formas de pensar diferentes, com gostos musicais diferentes a conviver perfeitamente.
Não deixem que Barcelos se volte a tornar naquela cidade formatada por gunas, ou mitras ou o que quer que seja nem por aquela música de martelos espalhada por todo o lado com entrada restrita a pessoas diferentes que não deixava alternativa a não ser meter-me em comboios para percorrer o país em busca de Rock'n'roll. Esse, por todo o país, nunca me restringiu entrada em sítio nenhum, antes pelo contrário, sempre me acolheu de braços abertos.
Tomara eu fazer parte dessa "geração myspace" e não ter de sair da minha cidade para ver e ouvir boas bandas, sem ter de me sujeitar a dormir em estações de comboios ou na rua, a cravar trocos para copos e não ter a minha casa ali ao lado.
Barcelos tem tudo para ser diferente, a começar pelo facto de ter uma Associação Industrial e Comercial muito forte que não se rende às multinacionais e às grandes marcas. é um luxo viver numa cidade sem um centro comercial e sem um Macdonnalds. Quem sabe se essa Associação, passe a redundância, se associar ao Rock'n'Roll, aí sim Barcelos cresça e veja gente de fora a vir cá propositadamente ver concertos.
Feliz Natal a todos!
ferro tens toda a razão!
Seria bastante interessante ouvir-te no programa da Júlia
É sempre um prazer ler-te, Hierrito.
No exemplo que referes do escritor Paulo Coelho, o que me preocupa não é a preferência pelo escritor em si. É comercial, como o Stephen King, mas é um escritor. O que me preocupa é desconfiar que esse pessoal não conheça mais ninguém. Que nunca tenha ouvido falar num Steinbeck, Cervantes, Tolstoi, Hemingway ou Aquilino. Um colega meu de trabalho também diz que a banda preferida dele são os Cranberries. Conhece dois temas que ouve na RFM. O exemplo que citas pode ser um bom indicador de um caminho que alguma juventude poderá estar a seguir. É que a oferta e a exposição são tantas, mas nunca como agora as coisas andaram tão estereotipadas, tão previsíveis...
E sim, também eu me congratulo por não haver McDonnald's em Barcelos; até porque os serviços de urgência no hospital estão debilitados :)
Mas também não tenho dúvidas que muita gente que ler isto vai pensar: "ranhosos de merda" (nós, não a MD).
Um pensador renascentista italiano classificou assim os portugueses: "São orgulhosamente ignorantes". Volvidos tantos séculos, continuamos exactamente na mesma e a esperança recai sempre sobre os mesmos: os mais novos - os únicos, afinal de contas, pois os velhos já demonstraram que o transalpino tinha razão. O benefício da dúvida recai sempre na nova geração, por ser a única que ainda tem hipóteses matemáticas de ganhar o campeonato. Se tiverem consciência disso já não é mau de todo.
Abraço,
Manuel Melo
www.sinfonias.org
Paulo Coelho foi um simples exemplo, como poderia ser o "O livro do desassossego" que muitos referem e que eu desconfio que alguma vez tenham lido, mas isso fica para tese de mestrado!
O que me preocupa não é a ignorância, é a ignorância voluntária, o descrédito nas instituições públicas, no ensino, a falta de respeito pelos mais velhos...sou completamente a favor da rebeldia, mas de uma rebeldia consciente e assumida.
Que cada um siga o seu caminho, que viva a sua anarquia, mas que respeite as opções de cada um, as diferenças que são tão valiosas, cada vez mais, um tesouro.
Senhor anónimo "As tardes da Júlia", "O preço certo", etc funcionam para "nós" como funcionam as telenovelas para os brasileiros, um apagão face ao mundo real que nada acrescenta à vida de cada um.
Se vê esse tipo de programas é lá consigo.
"Há imensos edifícios nesta cidade que estão parados há anos e precisam de movimento, um desses exemplos é o Museu de Olaria que eu nem fazia ideia que existia!" disse Hg Ferro.
Trata-se de uma mentira. O Museu de Olaria não é um exemplo de edificio parado, encontra-se ao dispor da cultura à vários anos. A cultura e a música não é só rock n roll.
Concordo. O Museu de Olaria é um dos espaços mais dinâmicos em termos culturais nesta cidade. Não nos podemos esquecer da actividade da Amimuola (que apesar de tudo eu gostava de ver mais exposta e mais divulgada), assim como de outras associações e entidades que o usam para outros eventos, como conferências ou apresentações.
Aliás, se bem que Barcelos seja algo apática, a verdade é que os concelhos vizinhos pouco mais têm para oferecer. O que eu lamento é a mentalidade do barcelense padrão (seja lá o que isso for), esse sim apático, ignorante e embrutecido. E isto para não falar num concelho analfabruto, egoísta e atemorizado. Um concelho que continua a obedecer cegamente ao padre e ao gajo rico lá da freguesia.
Eu nao vejo mal em barcelos ter um centro comercial. o que voces chamam de associação comercial forte eu chamo de castradora.
ter um centro comercial decente em barcelos é o primeiro passo para evitar que os barcelences zarpem todos para braga, viana ou porto, ou até mais perto. Bolas, até esposende tem um "Modelo".
mas isto já é offtopic.
Dia 21 foi grande noite. todas as bandas actuaram sem macula, com uma presenção senão fantastica, pelo menos digna do local e das condições. Pessoal sentadinho?? nao me cheira a rock. Kudos para o vocalista dos glockenwize por ter feito o pessoal levantar o cú da cadeira.
BOTR de verão é uma excelente ideia. nem que seja no campo da feira!!!
É louvável a forma como, sustentada e periodicamente, shá concertos em Barcelos, implicando uma estruura mais ou menos invisivel por trás, desde o Rock-Rola ao Sinfonias, do estúdio Oops ao EchoSystem, dos palcos no Museu ao Jazz&Co., da herogeneidade em termos musicais e de público. Barcelos está para durar no som urbano e que bom é viver, ainda que parcialmente, esta experiência.
Oh Ilidio, tira lá essa treta da votação...Assim estás a corromper à nascença o espirito do BOTR.. Querem concurso com bandas de Barcelos, inscrevam-se no Barcelos para a Música...
Depois cai-se no ridiculo, de que como está lá comentado e muito bem..já terem votado (PASME-SE) quase todos os presentes...
Senhor Manuel Melo a coisa mais dificil de mudar são as mentalidades. Essa "coisa" da obediência ao padre e ao gajo mais rico da freguesia vem já desde a Idade Média onde essas pessoas representavam uma espécie de autoridade nessa época... Concordo com a sua opinião acerca de os concelhos vizinhos terem pouco a oferecer em termos culturais, se bem que em Braga pelo menos nas àreas da História e da Arqueologia existem muitas mais actividades e espaços culturais como museus. Barcelos em termos musicais tem se calhar alguma vantagem, mas é bom não esquecer que Braga tem um espaço como o Theatro Circo que apesar de ter sido um grande "Flop" até tem tido alguns concertos interessantes. Espero que com a abertura do Teatro Gil Vicente, nem que seja daki a dez anos se realizem ainda mais eventos musicais de qualidade na nossa cidade bela. Apoiem as bandas barcelenses todas...
mas entao so há foto de 3 bandas?
realmente... falta aqui a foto dos classified.....
Acho que se pode arranjar uma foto do Pedro - o fotógrafo - a ser apedrejado na praça pública. Aliás, estou mesmo a pensar em montar uma banca de venda de pedras quando chegar o dia da punição (tipo Monty Python).
Já deu para entender por que motivo não existem fotos dos Classified?
Nao ha foto dos classified porque o pedro tem que trabalhar e nao chegou a horas ao concerto deles, infelizmente.
Claro que sim. Não pôde chegar mais cedo. Se eu soubesse, tinha levado a minha máquina e tirava eu; mas um tipo só pensa nisto depois de as coisas acontecerem.
Contudo, a populaça não quer saber do trabalho do Pedro para nada. O que a populaça quer é "justiça" (vingança) pelas próprias mãos, por isso o apedrejamento público vai ter de acontecer e é bem capaz de ser já no Porta Nova, na passagem de ano, talvez na primeira parte dos Nort Music. Vamos ver com o Pedro para saber quando lhe dá mais jeito ser apedrejado e depois combina-se isso.
A sério, Pedro: aquele abraço. Eu ligo-te em breve para a entrevista. Vou ter de despachar tudo com o pessoal de Barcelos já em Janeiro - pelo menos antes de eu também ser apedrejado :)
Manuel Melo
www.sinfonias.org
Era matá-lo enquanto ele está vivo!
este senhor dever ter a mania...
A entrevista é só ligares, Melo. Já estou há uns anos à espera... ;) Parece é que sobrevivi ao apredrejamento do ano novo! Apesar da "pedrada" ter sido relativamente grande... eheh
Agora só me dá jeito ser apedrejado lá para fevereiro, depois do Carnaval, porque é uma festa que eu gosto muito... de ver, claro. Depois na altura, combina-se o local e as horas.:)
Abraço!
ta mas é calado oh pedro,pedofilo!
Off topic: eu aconselho toda a gente a ver a cena do apedrejamento no filme "A vida de Brian" dos Monty Python. É que imaginar o Pedro a ser alvo das pedras é algo absolutamente hilariante - como a cena no filme, aliás.
Vejam e digam qualquer coisa. Aqui: http://www.youtube.com/watch?v=ZNeq2Utm0nU
Agora imaginem lá o Pedro; ou eu, já agora... :)
Abraço,
Manuel Melo
www.sinfonias.org
Ya. Potente! LOL
PEDOFILO? oioi o que querem dizer com isto?
quer dizer que o anónimo é um perfeito anormal...
não me parece que seja assim muito anormal..
será que é a vitima de pedofilia que está a falar?!
hmm realmente...andei a ouvir umas historinhas em relação à pedofilia..ganha juizo pedro!
que historinhas?
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