Concerto| Balla@Subscuta
Surpreendentemente, o segundo concerto do regressado Ciclo Subscuta, teve casa cheia. Balla era o nome do cartaz. Provavelmente, a rodagem intensa dos singles do último álbum "A Grande Mentira" nas rádio portuguesas é a melhor justificação da casa cheia.
Armando Teixeira é Balla, e Balla é Armando Teixeira. Então quem são os outros quatro tipos que o acompanham e conseguem ter mais presença em palco que Armando Teixeira?
Armando Teixeira é um homem reconhecido pelo seu trabalho atrás da cortina, isto é, como produtor, como compositor, como músico. Mas quando sai de trás da cortina, aparece como cantor, tornando-se daqueles casos em que nunca deveria ter saído do lugar onde estava anteriormente. Sem qualquer tipo de presença, personalidade ou à vontade em palco, Armando Teixeira consegue ser o cantor que não sabe as letras das suas próprias músicas e têm por isso a necessidade de recorrer às ditas cábulas (leia-se: folhas A4 espalhadas pelo chão com as letras em tamanhos garrafais). Ora, apesar disto, o que não faltou foram os aplausos (incompreensíveis!) nos finais das canções, que se redobraram nos singles dos seus álbuns, como «No fim da luta», «Nas horas banais» e «Outro futuro». Fenómeno interessante, já que estavamos perante um mau espectáculo, e unicamente explicável da seguinte forma: quantidade não é qualidade. Contavam-se pelos dedos das mãos aqueles que sabiam distinguir um bom de um mau espectáculo. Presenciava-se um público maioritariamente jovem e muito desconhecedor, que ao simples acorde de uma guitarra dão pulos de felicidade.
Aliás, o único momento consideravelmente bom da noite, foi mesmo a versão de «Ouve lá» dos Mão Morta, em que Armando Teixeira deixou soltar a prisão que há dentro de si, e deixa-se conquistar pelo tema.
Enfim, são os sapos que às vezes temos que engolir na dita new wave da música portuguesa.
Armando Teixeira é Balla, e Balla é Armando Teixeira. Então quem são os outros quatro tipos que o acompanham e conseguem ter mais presença em palco que Armando Teixeira?
Armando Teixeira é um homem reconhecido pelo seu trabalho atrás da cortina, isto é, como produtor, como compositor, como músico. Mas quando sai de trás da cortina, aparece como cantor, tornando-se daqueles casos em que nunca deveria ter saído do lugar onde estava anteriormente. Sem qualquer tipo de presença, personalidade ou à vontade em palco, Armando Teixeira consegue ser o cantor que não sabe as letras das suas próprias músicas e têm por isso a necessidade de recorrer às ditas cábulas (leia-se: folhas A4 espalhadas pelo chão com as letras em tamanhos garrafais). Ora, apesar disto, o que não faltou foram os aplausos (incompreensíveis!) nos finais das canções, que se redobraram nos singles dos seus álbuns, como «No fim da luta», «Nas horas banais» e «Outro futuro». Fenómeno interessante, já que estavamos perante um mau espectáculo, e unicamente explicável da seguinte forma: quantidade não é qualidade. Contavam-se pelos dedos das mãos aqueles que sabiam distinguir um bom de um mau espectáculo. Presenciava-se um público maioritariamente jovem e muito desconhecedor, que ao simples acorde de uma guitarra dão pulos de felicidade.
Aliás, o único momento consideravelmente bom da noite, foi mesmo a versão de «Ouve lá» dos Mão Morta, em que Armando Teixeira deixou soltar a prisão que há dentro de si, e deixa-se conquistar pelo tema.
Enfim, são os sapos que às vezes temos que engolir na dita new wave da música portuguesa.





3 Comments:
Eheheh, eu a ler este texto e a lembrar-me de concertos na década de 80 e 90 no Pavilhão de Cascais ou no Estádio de Alvalade (já foram ambos ao charco). Quando o pessoal estava à espera da hora e o DJ de serviço metia música, estava toda a gente sossegada até... entrar um roadie qualquer em palco, às vezes para ajustar um cabo ou levar uma garrafa de água. A reacção era do mais parvo que se possa imaginar: começava tudo aos gritos como se aquele tipo fosse alguma rock star. Até eles ficavam assustados e surpreendidos com a reacção. Muito giro este texto. Gostei. Essa dos pulos de felicidade por causa do acorde fez-me ir às lágrimas...
Eh assim..quanto à avaliação do concerto, concordo em alguns, mas não posso deixar de discordar noutros.
Vamos lá ver...Por muito que a voz/performance do Armando Teixeira tenha "estragado" o concerto (o que para muitos homens das rádios possa parecer a heresia, pois este é um dos casos de banda apadrinhada pela Antena 3), não podemos descurar o facto que a nivel instrumental os Balla, bem com o outro projecto do Sr.Teixeira, os Bullet, são de diversidade enorme e que não tem medo de explorar várias sonoridades, digna de ostentar o rótulo de "new wave" que falaste. Posso acrescentar que não fosse a voz, estaria muito perto de uma banda de topo a nivel nacional, mas ressalvo esta é a minha opinião.
Fui um dos presentes que os aplaudiu, pois proporcionaram (nas partes instrumentais) bons momentos de música...
Mas venham mais concertos, pois aprendemos com os bons...mas também com os maus.
Oh pah...aquele baixista era qualquer coisa de dar vomitos a um tipo. Mas pronto, a mim não me caçam mais num concerto deles.
Ilídio
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