Segunda-feira, 31 de Julho de 2006

Recordar: TAUF em entrevista ao 123Som.com(09/2000)


TAUF - The Astonishing Urbana Fall
Revelação em Vilar de Mouros 96, consagração em Paredes de Coura, os Tauf já actuaram em Londres ( no Orange), já fizeram o acompanhamento musical de peças de teatro e preparam a banda sonora para um filme enquanto acertam os últimos pormenores para a gravação de um novo cd.
Ricardo Cunha, Claúdia Carvalho


O repórter 123som deslocou-se a Barcelos e conversou com o André.
- É verdade que começaram a gravar poucos meses depois de se formarem como grupo. Podes falar-nos do vosso percurso até hoje?
Tauf/André - Sim, 3 meses depois de nos juntarmos tínhamos já material suficiente para gravar e fizêmo-lo num estúdio em Viana. Gravámos 9 músicas e 3 dos temas fizeram parte do primeiro single. Este single tem um conceito diferente do segundo. Na altura éramos 5 e a estratégia foi conhecer as influências de cada um. Cada música correspondia ao entendimento de uma das pessoas e a partir daí íamos desconstruindo na tentativa de fundir as influências de todos.Por isso é que os temas saíram muito diferentes entre si. O single foi uma série limitada de 5oo cd´s e esgotou em 2 ou 3 semanas. Chegou a ser montra nas discotecas do Porto. Foi uma fase em que sentimos um grande apoio por parte da imprensa e de um momento para o outro passamos do anonimato para uma posição relativamente confortável no panorama nacional deste género. Demos vários concertos com a preocupação de os tornar sempre diferentes e demos grande atenção à componente cénica. Neste último disco, não abandonando a componente cénica privilegiámos o aspecto musical. O som passou a ser mais uniforme, mais homogéneo. Surgiram linhas orquestrais e o resultado agradou-nos bastante. No início as músicas surgiam mais próximas do formato canção mas agora já conseguimos fazer música experimental sobre um suporte orquestral, uma base sinfónica. É mais trabalhoso e por isso descurámos um pouco o aspecto cénico.
Quais foram os pontos mais altos da carreira dos Tauf?
Tivemos pontos altos em vários aspectos, tivemos pontos altos em termos de exposição mediática, tivemos pontos altos em termos de qualidade artística de trabalho... No que se refere a concertos talvez elegesse o primeiro concerto de Paredes de Coura a nossa primeira experiência com o grande público, o concerto em Inglaterra que ansiávamos e conseguimos, o concerto no Meia Cave e talvez o concerto no Teatro das Marionetes que foi a apresentação do "Iconolator"...
Como é que foi a vossa experiência em Londres? O que é que encontraram quando chegaram lá...?
Encontramos um universo completamente diferente, as coisas lá funcionam de outra maneira....é completamente diferente daquilo que encontras aqui: a abertura das pessoas e o profissionalismo e a forma como é encarada uma coisa tão básica como fazer som, as horas a que começa um concerto... Mas mais do que qualquer outra coisa é tu saíres daqui num avião, aterrares em Londres para dar um concerto, dormires lá e voltares...é a consciência que o grupo deu esse passo.
Achas que o público português está aberto a projectos musicais com as características dos Tauf? Nunca pensaram lançarem-se em países onde teoricamente qualquer minoria já são uns milhares?
Nunca foi uma prioridade. Acho que é possível em Portugal ter um número suficiente de pessoas para assistir aos nossos concertos, para comprar os nossos cd´s... Agora se me perguntasses se o grupo fosse oriundo de outro pais se era mais fácil, é claro que sim. De qualquer forma acho que o processo de mediatização de um grupo passa por todos menos pelos elementos do grupo. Não é em primeira análise, no limite se quiseres, a qualidade da banda que determina isso mas o mercado, as editoras, as promotoras... Acho que também é preciso um pouco de sorte.
Se fosse possível aos elementos do grupo pôr de lado a carreira profissional e dedicarem-se unicamente à música o que é que decidiam?
Acho que optavamos por tentar conciliar as duas coisas. Nós os sete, que constituímos o núcleo duro da banda encontramo-nos praticamente apenas para ensaiar e a satisfação de nos encontrarmos duas ou três vezes por semana como amigos e como músicos renova-se sempre. Se andássemos sempre em tournée acho que a rotina podia vir estragar um pouco este ambiente. Falando apenas de mim, e dependendo da oportunidade, se calhar a arquitectura passava a ser um hobbie. Mas continuo a achar que é possível encontrar o equilíbrio. Prova disso é o facto de apesar de sermos muitos conseguirmos conciliar a nossa vida académica/profissional, com uma agenda preenchida
Voltando aos festivais, como correu a vossa presença na Ilha do Ermal?
Quando uma banda tem tempo de concerto para dar corpo a uma ideia, acaba por agarrar o público, e depois o que fica "agarrado" arrasta o que não está. Para isso é preciso tempo. No Ermal tivemos 30 min. para tocar. A única coisa que esse tempo dá para fazer é para chapar 3 selos de dez minutos. Não dá tempo para fazer ajustes, acertos, teres o feedback do público.... Acho que foi um erro estratégico a organização ter dado tão pouco tempo aos grupos no último dia.
A luminosidade interferiu em alguma coisa?
Não não... até acho engraçado tocar de dia. Foi a segunda vez que o fizemos. Em Vilar de Mouros, há uns anos atrás, estava um pouco céptico mas acabei por gostar particularmente de tocar de dia. Desta vez não tive tempo para gostar. Acho que é preciso no mínimo 45 minutos para expor as nossas ideias, menos do que isso é quase irreal.
Gostava de terminar esta conversa com um olhar para o futuro. Quais são os próximos passos dos Tauf?
Gravar temas para o próximo álbum. Ainda não sabemos se vai ser uma edição de autor ou se vamos recorrer a uma editora. Isto do mercado é complicado. Como até agora lançámos sempre edições limitadas que esgotaram, nunca tivemos a experiência do que será editar em grandes quantidades e de encarar uma possível desilusão. Acima de tudo vamos salvaguardar o aspecto artístico. O ideal será juntar o útil de uma editora ao agradável para nós.

Sábado, 22 de Julho de 2006

UrbanuS no "Olá Barcelos"

Sendo a única banda rock presente no cartaz do evento "Olá Barcelos", os UrbanuS mostraram numa noite quente de sexta-feira que não estão adormecidos e que estão prontos para apresentarem os seus temas sempre que sejam solicitados. Temas esses que possuem letras muito interventivas socialmente, com músicas muito bem construídas, com laivos de rock puro e algum punk pelo meio, sempre cantados em português. Rolaram por lá alguns temas da maqueta gravada nos Estúdios Oops! como Paralização e Chavalos, que apresentou os UrbanuS em 2003, ano da sua formação. É pena que uma banda como esta dê poucos concertos, porque certamente iriam dar muito que falar.
Os UrbanuS juntam-se a um leque de bandas barcelenses que tem em comum o facto de se manifestarem-se na língua de Camões, bandas essas como os Rendimento Minimo, Indignu, Azia e Fucklore, que apesar da forte presença da língua anglo-saxónica à nossa volta, conseguem resistir e continuar. De louvar. E de ficar atento.
Aqui fica o alinhamento do concerto dos UrbanuS :
Testemunho/ Chavalos/ Ente/ 3ºSer/ Desconhecida/ Subcultura/ Noite/ Velha/ Monstros/ Mundo na Tv/ Passado,Presente,Futuro/ Encruzilhada/ Consciensalizar/ Perspectiva/ Paralisação/ Pequena Biografia/ Gato Vadio.

Souto Rock 2006 - Festival de Música Alternativa

1.Rendimento Minimo


Já são conhecidas as bandas que integram a segunda edição do Festival Souto Rock 2006. Os Shamans of Rock, os Rendimento Minimo(de Barcelos) e os Moon Cresta(de Espanha) preenchem o cartaz deste Festival de Música Alternativa. Recordo que no ano passado estiveram presentes os Azia, os Loops, os Spirit e os Lip Poppers, dando uma excelente noite de música a quem lá foi. O Souto Rock 2006 realiza-se no Lugar de Quiraz em Roriz, no dia 5 de Agosto pelas 22h. A entrada mais uma vez é livre. A não perder!
Links para ficar conhecer as outas bandas:

Sexta-feira, 21 de Julho de 2006

Loops no Festival Antarte 2006


Os Loops vão participar no Concurso de Bandas de Garagem inserido no Festival Antarte Pop-Rock 2006. A banda barcelense irá dividir o palco com nomes como Reckless, Fairy Drams e Eskap. A 1ª eliminatória do concurso, onde participam os Loops, começa por volta das 19h00 do dia 27 de Julho. O Festival decorre na Rebordosa, em Paredes e a entrada para este dia é livre.

Sexta-feira, 14 de Julho de 2006

Indignu na Fnac de Sta. Catarina - Porto



Quarta-feira, 12 de Julho de 2006

Grabba Grabba Tape + Green Machine em Viana do Castelo a 15 de Julho

"Dizem-se amiguetes mas nós não acreditamos neles, sim porque aquelas fofinhas, delicadas e agradáveis criaturas por alguma razão foram expulsas por Dorothy da Mundo de OZ. O valente e intrépido leão, apaixonado por tão dóceis e afáveis seres desapareceu sem rasto num passeio com os dois bitchos raros pelos bosques… Como castigo foram enviados para o planeta Terra, obrigados a uma eternidade de tripúdio a fazer dançar os pobres humanos necessitados de alegria, ritmo e amor. Lol-OH!-vot (voz e bateria) e Gros-OH!-Vot (sintetizadores e Doo Rags) afirmam que a malvadez há muito deixou os seus corpos… Pelo sim, pelo não convidamo-los novamente a prestar-nos uma visita. À festa juntam-se os Green Machine apetrechados com os seus uh-uh-uhs e pa-pa-pas, encontrando a cada instinto uma forma de nos confundir e surpreender. A quebra de fronteiras faz-se pelo arremesso do público contra a parede e enquanto somos desmembrados sorrimos condescendentemente. C'est le punk uh? Venham munidos do vosso melhor sapatinho de baile, deixem a areia na praia e descubram que o tesouro escondido no final do arco-íris são duas crianças histéricas de pêlo rosa e branco. "

GABBA GABBA HEY??? GRABBA GRABBA TAPE!!!
Mestres de cerimónias: Lovers & Lollypops + Floc de Neu

Terça-feira, 11 de Julho de 2006

Classified no MySpace




Os barcelenses Classified estão de volta. A ensaiar e a preparar novos temas, que integrarão provavelmente uma nova maqueta, a banda deu recentemente um concerto na Azenha D.Zameiro em Vila do Conde de onde resultou um Dvd com o concerto ao vivo e mais algumas cenas da banda na estrada e na preparação para o concerto.
Contudo, aderiram também ao hype do MySpace, tendo agora um profile para contacto e download dos temas da maqueta anterior e para audição de um novo tema, dando se assim a conhecer a quem os quiser ouvir.
A banda promete voltar á estrada muito em breve com a qualidade a que nos habituou, estando receptiva a convites para concertos, sempre com muita vontade de tocar e mostar o seu excelente rock'n'roll .
www.myspace.com/theclassifiedrock

The Partisan Seed - Álbum de Estreia em Setembro



O primeiro álbum de The Partisan Seed, novo projecto do barcelense Filipe Miranda – ex-vocalista de Kafka; voz e guitarra de Interm.Ission – irá ser lançado pela editora Transporte. O disco, que tem como título 'Visions of Solitary Branches', reúne um conjunto de 14 temas originais gravados em 2005.
A data de lançamento do álbum estava inicialmente prevista para Junho de 2006. No entanto, devido a alguns atrasos, o disco só será editado no próximo mês de Setembro.
Até essa data – e após as recentes actuações em Barcelos no auditório do Museu de Olaria, no Porto em O Meu Mercedes, e em Coimbra na Galeria Santa Clara – The Partisan Seed não irá actuar ao vivo, com excepção de um concerto a realizar no dia 10 de Agosto no Teatro Municipal da Guarda, que servirá como uma pré-apresentação do álbum.
Durante os meses de Julho e Agosto, Filipe Miranda estará a trabalhar na composição de duas bandas-sonoras para teatro e cinema com The Partisan Seed e com o projecto Nikouala, e nas misturas do primeiro LP dos Interm.Ission.

+ info
www.honeysound.com
www.loversandlollypops.cjb.net

Segunda-feira, 10 de Julho de 2006

Green Machine em Coimbra

Sexta-feira, 7 de Julho de 2006

A cave podia ter vindo abaixo...

...Mas não veio! Os Debut!(do Barreiro) e os Lobster(de Lisboa) vieram até ao Norte, iluminar a escuridão da cave do Bar do Xano, mesmo que a noite apenas tenha oferecido aos presentes um concerto e um "quase" concerto.
A primeira banda a descer à cave foram os Debut! com um som pesado, violento, rápido e com atitude. Os Debut! não tem baterista, mas tem bateria nas suas músicas. Como? Alargam as fronteiras do iPod e antes do início de cada tema lá tem que carregar no play. Inovador e não muito habitual de se ver.
Os Lobster, ao contrário dos Debut! que deram um concerto completo, não excederam uns 3/4 temas, porque os vizinhos queixaram-se do barulho, e infelizmente não tocaram mais. Provavelmente estes vizinhos não gostam de lagosta.
A guitarra de Guilherme e a bateria de Ricardo, embora seja pouco o que se tenha visto, foi suficiente para perceber que estão em sintonia e em excelente interacção, nesta banda que se mostra dia para dia mais bem rodada, e que faz com que estejamos atentos ao seu futuro.

Terça-feira, 4 de Julho de 2006

Lobster + Debut! no Bar do Xano

1.Debut!
2.Debut!

3.Lobster

UrbanuS - Concerto no "OLÁ Barcelos"

_UrbanuS_


Os barcelenses UrbanuS irão tocar pelo segundo ano consecutivo no programa de animação de esplanadas "Olá Barcelos", mas desta vez e ao contrário do ano anterior, em formato semi-acústico. Depois da passagem pelo palco do Cellos Rock em 2005, os UrbanuS voltam assim aos palcos, na noite de 14 de Julho pelas 21:45h na esplanado do Café Historial situado no Largo do Apoio.Mais um concerto a não perder e mais uma vez com o carimbo da qualidade.

Os temas dos UrbanuS podem ser ouvidos no MySpace da banda.

Segunda-feira, 3 de Julho de 2006

Rock in Vinha Nova - Azia + Indignu

1.Azia



2.Indignu


Recordações, em forma de fotografia, do concerto a meias dos Indignu com os AZIA, no Café Vinha Nova em S. Salvador do Campo.

Rendimento Mínimo - "Desconfiança Cega" 2006



Os Rendimento Mínimo são uma banda especial para mim. Simples, humildes, descontraídos e a praticar um Rock'n Roll com muita garra, com letras que da melhor forma criticam o que se passa à nossa volta. Isto tudo em português e com um orgulhoso sotaque minhoto. Ao fim de 6 anos em concertos, algumas alterações de formação e gravações de concertos que passadas de amigo para amigo iam fazendo as delícias dos fãs, os Rendimento Mínimo finalmente gravam um registo com a qualidade que mereciam. Esse registo chama-se "Desconfiança Cega" e promete surpreender muita gente, pelo menos quem não os conhecia!Logo a abrir o tema título faz-nos adivinhar o que virá no resto do EP, Rock'n Roll com influências Blues e uma mensagem bem Punk. Segue-se um já clássico da banda "Suja Razão" com grande prestação vocal de Alcino. A seguir "Homem Acorrentado" introduz o Hip Hop dos conterrâneos Tribo Urbana uma mistura de Rock com Hip Hop muito bem conseguida. "O Diabo Dança" afirma-se como a melhor música de sempre dos RM! Uma melodia excelente, um refrão poderoso e uma forte subida de intensidade e o uso do francês em metade da música."Num Instante, O Distante" é também uma excelente música, bons solos, boa aceleração e excelente voz berrando "Porque eu desespero de te querer para mim!".Depois "Contar Os Segundos", a mais antiga canção dos RM, outrora chamada "Sonho Americano", é merecedora de comparações com os vizinhos bracarenses Mão Morta com Alcino num registo vocal mais falado que cantado. Para acabar em beleza o guitarrista Tiago apodera-se do microfone e canta "o Rock rolla em Barcelos" ao que o côro responde "e eu ajudo a rolar" e sem dúvida enquanto os Rendimento existirem o Rock vai continuar a rolar em Barcelos!
Texto de Pedro Luís Silva(Ponto Morto Zine)

Indignu - Maqueta "A gente vai continuar"


Ainda há bandas que, felizmente, se orgulham da sua língua e da música feito no seu país. Um desses casos são os barcelenses Indignu, senhores de um Rock com claras influências da música que se fazia neste pouso lusitano nos anos oitenta desde UHF a Xutos & Pontapés e Peste & Sida. "Tuning Car" é a primeira das três músicas que compõem a maqueta e teima em ficar no ouvido logo ao fim da primeira audição. A seguir num registo mais calmo apresentam-nos "Rastafari", uma bonita balada. Para acabar a versão de "A Gente Vai Continuar" de Jorge Palma que empresta o nome à maqueta está muito bem conseguida. Os Indignu são uma banda a ter em conta, combinam a melodia pop com uma energia Rock'n Roll. Fazem assim um som não pretensioso que pode ser a banda sonora para grandes noites de verão ou a animação nas longas e intermináveis filas de carros a caminho da praia.
Confirmem www.myspace.com/indignu e indignu.blogspot.com
Texto de Pedro Luís Silva(Ponto Morto Zine)