Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

The Parkinsons, The Glockenwise e Repressão Caótica no Souto Rock

The Parkinsons
 O Jornal de Barcelos anunciou na edição desta semana as primeiras três confirmações para a nona edição do Souto Rock, que vai acontecer entre 11 e 13 de Julho. Os The Parkinsons são os cabeças-de-cartaz do último dia do festival em Roriz. A apresentar o mais recente álbum "Back To Life", a banda de Victor Torpedo (guitarra), Afonso (voz), Pedro Chau (bateria) e Kaló (bateria) volta a Barcelos dois anos após a actuação no GSM Fest e promete uma verdadeira festa punk-rock. 

The Glockenwise - Créditos: Nuno Miranda
A acompanhá-los estarão os The Glockenwise que editam na próxima segunda-feira o segundo álbum de originais intitulado "Leeches". É a segunda vez que o quarteto garage-rock barcelense sobe ao palco do Souto Rock, tendo em 2008 tocado ao lado dos The Vicious 5.

Repressão Caótica ao vivo. Créditos: Isa Araújo
A abrir um alinhamento bastante 'inclinado' para o punk estarão os também barcelenses Repressão Caótica. Falta ainda anunciar mais uma banda para a principal noite do festival.
Os dois primeiros dias do Souto Rock - 11 e 12 de Julho - têm lugar no Largo do Apoio, no centro histórico de Barcelos. Ainda não são conhecidos nomes para estas datas.
O Souto Rock é organizado pela Associação Cultural e Recreativa de Roriz e a produção do evento está a cargo da HoneySound.

Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

Reportagem | Estreia de Odyssea dos Indignu no CCOB

A noite pôs-se, como é hábito, por volta das 20h00. Entre o barulho das Festas da Cruzes e as rolotes a vender farturas, quem diria que, por volta das 22h00, de dia 27, se concentrariam no Circulo Católico de Operários de Barcelos 3 das bandas que representam o que de melhor se faz no rock barcelense, pela mão da Honeysound. 
Desde já agradecendo ao grande Alcino por permitir eventos deste calibre e à organização por nos presentear com estes mesmos, pelo baixo preço de 5€, passo a explicar o que ali se passou. 
No CCOB, local que se tem vindo a tornar num dos mais ativos culturalmente, em Barcelos, o palco encontrava-se decorado com nuvens, que transmitiam uma atmosfera pesada, à qual as bandas presentes fizeram jus.
O culto começou com Was An Outsider, banda composta por José Moutinho e Filipe Miranda, que lançou o seu último disco 26 de Maio de 2011 pela Honeysound. Na estrada desde então, foi em Barcelos que no sábado se fizeram ouvir as sonoridades experimentais que não deixaram ninguém indiferente. Segundo Filipe Miranda, as músicas são compostas por ambos os musicos. Ambos, tocam todos os instrumentos, idealizam os conceitos e fazem a produção em registo de estúdio. "Ao vivo, temos uma pequena base de riffs que nos guia, mas existe essencialmente uma cumplicidade assente na improvisação." Os improvisos lançados por José Moutinho e Filipe Miranda hipnotizaram o público. Apesar de, por problemas técnicos, não ter sido possível realizar a apresentação visual, que é recorrente nos concertos da banda, a música preencheu os sentidos dos ouvintes sem ser preciso mais. Há que felicitar bandas como esta que conseguem fazer da escuridão um sítio tão bom. São músicas que nos acompanham nos nossos momentos mais deprimentes, mais escuros e que não queremos partilhar com ninguém. Entretanto, os Was an Outsider vão trabalhar num novo disco, pelo que podemos e devemos esperar para ouvir.

 

A noite prosseguiu com BiarooZ. Banda que nasceu em 2003, quando C. Ricardino criou um projeto musical e gravou, eletronicamente, alguns temas que compilou numa maqueta. A este projeto, vieram a juntar-se João Coutada, José Novo e João Dias, que mais tarde apresentaram BiarooZ. Depois de editarem o seu álbum, intitulado "Atraso", em 2007, e numa simbiose entre a guitarra, o baixo, o piano, a bateria, as programações digitais e samplers, foram os aplausos e os assobios que manifestaram a satisfação do público quando os ouviram. A felicidade e simplicidade de "Atraso", fizeram o cenário ficar mais sorridente. Uma quebra no panorama geral, do introspectivo para o extrovertido. Foi um salto de nós próprios ao outro, dando uma vontade enorme de balançar ao som das músicas tocadas. 




A fechar, e como momento alto da noite, os presentes tiveram oportunidade de assistir à apresentação do álbum, "Odyssea", dos Indignu. Se, acerca de "Fetus in Fetu" (2010), Manuel A. Fernandes escreveu que "encontramos uma banda mais madura todavia gradualmente mais jovial, menos presa a standards e regras passadas. Mais exploradores em busca da paisagem perfeita do post-rock ambiental que os abraça a cada passo", em "Odyssea" a exploração continua. Além do núcleo duro, constituído por Afonso, Jimmy, Mateus, Paulo e Graça, "Odyssea" conta com muitas outras participações, até improváveis, como violinos, contrabaixos, guitarras portuguesas e bombos. No concerto, caminhamos desde a infantilidade de um xilofone ao barulho macabro da distorção. De maneira introspectiva, este novo álbum faz-nos vaguear entre o passado, o presente e o futuro, lembrando o aquecimento fornecido pelo colo de uma mãe e a frieza de um cadáver. As dicotomias limpo/sujo, claro/escuro... os crescendos contínuos que definem a musicalidade de Indignu, fazem nos partir do zero, para um mundo cheio onde tudo é possível. Afonso Dorido afirma: "não gostamos muito de rótulos e no novo disco Odyssea penso que é claro que cruzamos caminhos muito próprios para que se rotule o nosso som". Afirma ainda: "foi importante apresentar o disco em Barcelos, porque é a nossa cidade e porque a nossa editora, a Honeysound é também barcelense. Além disso seria especial regressar aos palcos cá. Obviamente que agora pretendemos rodar pelo país e também lá fora. As coisas estão a ser tratadas." E assim vos deixo com um desabafo de um dos fãs, que conseguiu descrever em poucas palavras aquilo que só poderia ser dito em muitas: "Convosco, não preciso sair de Barcelos para viajar".


Quarta-feira, 17 de Abril de 2013

Milhões de Festa | Mais confirmações florescem nas margens do Cávado

Na passada segunda-feira acordamos pela primeira vez em 2013 com o doce aroma da Primavera. Estávamos todos ansiosos por sol, calor, e pequenas coisas que nos aquecem a alma. Contudo não só de pequenas coisas vive o Homem, muito menos se estivermos a falar dos fiéis da Meca barcelense que dá pelo nome de Milhões de Festa. Mas porque este artigo não vive de Primavera, mas sim de Verão, vamos lá anunciar os novos frutos que brotaram da árvore da Lovers & Lollypops para a quarta edição do festão que acontece nas margens do Cávado.
Laranjas costumam amadurecer no Inverno, mas os Orange Goblin são a confirmação fresquinha que mais reboliço causou entre os fãs do Milhões de Festa, não fossem eles adeptos do stoner e de guitarradas de rasgar a mortalha! O prodígio Frequencies From Planet Ten já conta com dezasseis anos de idade, mas antes dele já desertos tinham sido percorridos, como é o caso do split 7" com os Electric Wizard, que já passaram pelo Milhões de Festa em 2010, ainda eram os Orange Goblin conhecidos como Our Haunted Kingdom. O último trabalho destes britânicos dá pelo nome de A Eulogy for the Damned, e promete abalar o Parque Fluvial de Barcelos, num dia ainda por definir, algures entre 25 e 28 de Julho. 
Mas tal como a cesta do Amor de Água Fresca da Dina, também a cesta do Milhões de Festa está cheia de surpresas! Para além dos Orange Goblin, foi também confirmado o nova-iorquino Mykki Blanco, que nos trará hip-hop para os ouvidos (e para as vistas!), com o seu mais recente trabalho Cosmic Angel: The Illuminati Prince/ss Mixtape
Por fim, chegamos à parte da fruta nacional, e nada mais irónico do que começar este manjar pelo nome 10 000 Russos, projecto que tem dado que falar nos últimos meses, e que junta João Pimenta (Alto!, Green Machine) com Pedro Pestana (Tren Go! Sound System) numa parada triunfal! A outra novidade em parelha do menú são os Phase, que reúnem o portuense Ghuna-X, com Ricardo Miranda (Black Bombaim, Alto!). E por último neste rol de novidades, o punk dos Adorno, nada desconhecidos do público, aparece para alegrar as hostes de um público que merece cada vez mais, e mais, e mais FESTA!

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Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

Milhões de Festa | Já há bandas confirmadas para a edição de 2013


ZOMBIE ZOMBIE, CAMERA, MIKAL CRONIN, MR. MIYAGY e THE PARTISAN SEED são os primeiros nomes confirmados para o tão esperado cartaz do Milhões de Festa 2013. 
De França vem o duo de electro-pop Zombie Zombie, autor de três álbuns, "A Land For Renegades" (2008), "Zombie Zombie Plays John Carpenter" (2010) e o mais recente "Rituels D’Un Nouveau Monde" (2012). 
Da Alemanha vêm os Camera, trio berlinense que, habituado a tocar livremente em espaços públicos, sem autorização, levaram as suas sonoridades a estúdio e trazem-nas em Julho a Barcelos. 
Da América, vem Mikal Cronin, músico e compositor, membro das bandas Okie Dokie, Epsilons, Party Fowl, Moonhearts e, ocasionalmente, baixista e voz de apoio de Ty Segall. 
Os portugueses, e não menos importantes, Mr. Miyagy e The Partisan Seed, vêm com os álbuns "There's no Destiny... Enjoy the Ride" e "Spirit Walking", respetivamente.
O festival realiza-se no Parque Fluvial de Barcelos nos dias 25, 26, 27 e 28 de Julho. 

Quinta-feira, 28 de Março de 2013

Concertos | Katabatic finalmente em Barcelos!

Recém-escoltados pela promotora portuense, Amplificasom, os Katabatic estreiam-se em Barcelos esta noite em concluio com a Noir Et Blanc, na sua primeira data nortenha depois do tir de partida na capital. A banda de Lisboa de post rock apresentará o seu álbum "Heavy Water" em seis datas pelo país com passagens por Trás-os-Montes, Minho e pelo Porto.
Para antecedê-los, subirão ao palco os Okkur, esperança barcelense com sonoridades pelas mesmas paragens, na segunda actuação no Circulo Católico Operário de Barcelos depois de secundarem também os Venus Raiva. Os concertos começarão às nove e meia e a entrada custa quatro euros.

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Quinta-feira, 21 de Março de 2013

Estreias | Dear Telephone apresentam novo single

That Violin Lesson Sucks é o tema escolhido pelos Dear Telephone para nos dar a conhecer o seu segundo trabalho, Taxi Ballad
Com estreia em Maio, e com o selo da PAD, Taxi Ballad promete cativar o nosso lado mais doce e melancólico, algo a que os Dear Telephone já nos habituaram. O tema está disponível para download aqui.

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Sexta-feira, 15 de Março de 2013

Agenda | Black Bombaim no Vila Flor de Guimarães.

Sexta, 15 Março | 23h59
Música | Café Concerto
Black Bombaim | 4,00 EUR

Os Black Bombaim aterram no Café Concerto do CCVF com música do espaço e dos sub-planetas que desconhecemos, mas que ainda estão por descobrir. 

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Terça-feira, 12 de Março de 2013

Agenda | Johnny Sem Dente sexta-feira em Braga!

 

15 MARÇO / ESPAÇO QUATORZE - BRAGA

O Núcleo do Teatro do Oprimido de Braga está a fazer um ano de existência. Para comemorar o seu primeiro aniversário resolveram convidar os barcelenses Jonny Sem Dente & os Jatfodo para o programa de de sexta-feira, onde irão tocar o novíssimo EP "Carmo". Logo a seguir seguem-se os Osso Vaidoso.
Passo-lhes a palavra: "Porque queremos continuar a evoluir e a trabalhar noutras frentes, vamo-nos constituir como associação. Arte, educação e cidadania são as três palavras chaves de um projeto que se pretende sempre aberto à comunidade. Este evento será assim uma forma de demonstrar o que temos vindo a fazer e de apresentar os nossos objetivos. Os nossos amigos "Johnny sem Dente" e "Braga em Transição" vão dar uma mãozinha! E vocês? Aparecem?"

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Terça-feira, 5 de Março de 2013

Agenda | The Glockenwise no Ceira Rock Fest



Os The Glockenwise vão tocar, no próximo sábado, dia 9 de Março, no Ceira Rock Fest, em Coimbra.

O festival, que nasceu no ano de 2006 e se realiza na Associação Recreativa e Musical de Ceira, conta agora com a sua 8.ª edição. Depois de ter recebido nomes como The Doups, The Poppers, No Aloha, d3ö, Nicotine's Orchestra, The Dixie Boys, Born a Lion, The Cynicals, Fitacola e Budhi, este ano é a vez dos nossos conterrâneos pisarem o palco. Lado a lado com os coimbrenses The Parkinsons e New Kind of Mambo, os barcelenses preparam-se para invadir o centro de Portugal. Os concertos iniciam-se às 22h00 e os bilhetes custam 6€, se a compra for antecipada, e 8€ se for no dia.

Segunda-feira, 4 de Março de 2013

Agenda | Denis Jones amanhã em Barcelinhos!

A Honeysound associa-se uma vez mais à Dedos Biónicos para trazer a Barcelos o músico Denis Jones. Inglês de Lancashire, Jones já trabalhou com vários artistas de renome, como John Ellis e Luke Flowers (Cinematic Orchestra), Jon Thorne (Lamb), Matt Halsall (Gondwana Records) e Henry Da Massa (Micah P Hinson). Na sua música cabem ritmos de beatboxing, camadas de vozes sobrepostas, teclados, percussões, folk e blues desgarrados, e uma electrónica rebelde. Vem apresentar o seu mais recente álbum a solo 'Red + ...Yellow=', que será uma bela banda-sonora envolta no nevoeiro junto ao Cávado. 
O concerto decorrerá amanhã no Bar D'Outro Lado em Barcelinhos, pelas dez da noite. A entrada vale três euros. 

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Agenda | The Classified voltam à estrada!

O próximo mês de Março vai ser de roda no ar para os hard rockers barcelenses. Os The Classified preparam a sua mini-tour pelo norte do país, com passagens por Vila Real, Ponte da Barca, Porto, Caldas das Taipas e Ponte de Lima. 
O primeiro pit stop será já no próximo sábado com a actuação no ABC da Cultura, a antiga Associação Espontânea, na capital transmontana. Sete dias depois no sábado seguinte, rumam à vila minhota de Ponte da Barca, mais propriamente ao Belião Bar e na semana a seguir, actuam no bar Music Hole da invicta. Para Abril, está já marcada uma data no mítico Nacional 101 das Taipas e em Maio já foi endereçado o convite da Comunidade Artística Limiana, para tocar na bela vila de Ponte de Lima.
Esta agenda insere-se na promoção do primeiro álbum da banda, "Dead Man's Hand", do ano passado e concretiza o desejo de muitos fãs voltarem a ver uma das bandas mais antigas de Barcelos, depois de tanto tempo em reclusão.

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Sexta-feira, 1 de Março de 2013

Estreia | Vénus Raiva apresentam-se em Barcelos!

 
Depois de 4 anos com o título de Green Atmosphere, os Vénus Raiva assumem a sua posição no que concerne ao idioma das suas músicas e com isso transformam-se numa entidade madura. Amanhã à noite, estarão pelo Círculo Católico dos Operários Barcelenses para tocarem o seu EP de estreia, pela primeira vez na cidade Natal. Isto depois de terem dado o seu primeiro concerto no Hard Club da invicta, na quinta-feira, com os amigos The Black Turbo e Insane Slave. Sem vergonha de mostrarem o que os deixa em pele de galinha, Miguel Antunes, Ivo Silva e Hugo Carvalho inspiram-se de fumos inebriantes do psicadelismo e cores post-rock, aquilo que os podemos ouvir fazer com uma guitarra, um baixo, uma bateria e uma garganta no EP "Vénus Raiva". Gravados, produzidos e masterizados por Paulo Miranda no AmpStudios, em Viana do Castelo, seis temas compõem este registo blues-rock lançado no passado dia 28 de Fevereiro. 
Antes dos Vénus Raiva, para que possam aquecer na sala, os também barcelenses KÄIL e os portuenses MONTANHA, antecedem as festividades com o seu post/psych de contornos electrónicos. Os concertos começam às 22:00 e a entrada vale 2 euros.

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013

Agenda | Wooden Wolf hoje em Barcelos!

 
Este fim-de-semana Barcelos tem sido envadida por uma alcateia. Os uivos de Norberto Lobo que se fizeram ouvir ontem no salão nobre da câmara municipal, dão lugar ao francês The Wooden Wolf. Será hoje à noite às 21:45h e os preços serão 3.5€, bilhete normal, e 2€ com desconto de estudante. Naõ se atrasem! 

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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013

Passatempo | Sungrazer e The Machine? Sim, temos dois bilhetes para oferecer.

The Machine e Sungrazer atiram-se à estrada em Fevereiro de 2013, para dar a conhecer o seu split, a sair brevemente. Esta tour conjunta será marcada pela apresentação dos novos temas assim como pela revisitação dos habituais ao vivo. Tendo marcado presença em festivais como os prestigiantes Roadburn, Burg Herzberg Festival, Stoned From The Underground e muitos outros por essa Europa fora, as duas bandas holandesas tornaram-se nomes consagrados da cena underground heavy rock europeia. Por aqui, os Sungrazer já nos seduziram no Amplifest, em 2011 e no SonicBlast Moledo, em 2012, enquanto os The Machine, já com quatro álbuns na bagagem, visitam Portugal pela primeira vez. O pontapé de saída da Strikes Gutters tour é no dia 13 em Tilburg na Holanda, passando pelo Porto no dia 21 de Fevereiro, no Armazém do Chá. Estão todos convidados a unir forças e levar com uma dose dupla de rock n’ roll: heavy riffs, improvisação e viagens até à exosfera, com volta garantida. 
 
Já, o francês The Wooden Wolf - que nós já entrevistamos aqui no estaminé - junta-se ao cardápio para dar início a esta viagem, com a responsabilidade da Noir et Blanc, ele que anda em tour pelo país. "The Wooden Wolf é daqueles nomes que, no espaço de um ano, podemos dizer que já o conhecíamos antes de o vermos figurar nas tabelas dos melhores discos do ano ou a ter a atenção da imprensa musical internacional. Tudo isto pela sensibilidade rapidamente reconhecida na subtileza das suas arrepiantes canções e da voz que nos embarca no seu mundo." avançava o Ilídio Marques, aqui no espaço de um ano atrás.

O que falta dizer sobre este evento? Talvez a melhor parte. Os bilhetes custam dez euros, mas o Rock Rola em Barcelos tem dois para sortear. É isso mesmo, um passatempo para os mais rápidos e astutos que passamos a divulgar aqui na nossa loja. O desafio é fácil e consiste em três perguntas sobre cada uma das bandas do cartaz, que vocês terão de responder na caixa de comentários do nosso perfil do facebook. Os dois mais velozes a responder às questões apresentadas, vão obter via verde para este excelente serão nortenho.

Boa sorte:

  1. Em 2012, os The Machine participaram no carismático festival Duna Jam, onde tocaram com Colour Haze, Atomic Bitchwax e Kadavar. Em que região italiana decorreu esse evento?
  2. Como foi baptizado o último álbum dos Sungrazer?
  3. Na última entrevista que nos concedeu, o Alex Keiling confessa-nos que se pretende mudar para uma nova cidade, no futuro. Que cidade é essa?
(Atenção, os comentários nesta caixa de comentários do website não serão contemplados para este passatempo.)

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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013

Agenda | The Partisan Seed em Aveiro e Setúbal!

 
O próximo fim-de-semana vai ser de trabalho para Filipe Miranda. O seu projecto individual, The Partisan Seed, volta à estrada para dois concertos em pontos distintos do rectângulo português. Na sexta-feira, Nico ruma a Aveiro para um concerto duplo, na companhia da americana radicada em Portugal Erica Buettner, no sempre apetecível Mercado Negro. A entrada vale cinco euros e a hora marcada é a das 23:30h. 
No dia a seguir, arrumas as trouxas e a guitarra para tocar na margem sul do Tejo, em Setúbal, na Casa da Cultura pelas 21:30h, apresentando o seu mais recente álbum ao público sadino. "SpiritWalking" é o último capítulo de uma trilogia iniciada em 2006 com "Visions Of Solitary Branches" e continuada em 2008 com "Indian Summer", que confirmou Filipe Miranda como um pleno escritor de canções e um músico a ter em conta depois de um vasto currículo com Kafka, Interm.ission e Nikouala. Em Abril, o barcelense vai andar pelo Benelux, com três concertos na Holanda e dois na Bélgica. Carrega Nico!!!

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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013

Ao vivo | The Astonishing Urbana Kids em Vila do Conde!

 
Como é óbvio a "cidade" não se faz só do presente e nesta, em particular, o passado persegue-nos. Para aqueles que ainda brincavam com legos e para os veteranos, hoje casados e com filhotes, que principiavam este hábito pouco católico de invadir cafés e salas de ensaio com guitarras e baterias, eis a crisálida dos La La La Ressonance. Deixámos aqui o concerto dos The Astonishing Urbana Fall no Festival de Vila do Conde, Art Move, em que partilharam palco com os também saudosos Primitive Reason e com a prata da casa, os Turbojunkie de Paulo Praça. 
Confrontado com esta gravação de 1996, o André Simão rematou com alguma nostalgia: "acabamos todos em jam, numa tenda da Cruz Vermelha, uma explosão juvenil de adrenalina". São cerca de dez minutos de gravação com a banda revelação no Festival de Vilar de Mouros do mesmo ano. Para aprofundarem um pouco mais o conhecimento sobre esta mítica banda barcelense, consultem a biografia deles no blog "Under Review". A montagem pertence ao nosso colaborador, Pedro Rodrigues.

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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013

Entrevista | The Wooden Wolf : "o lobo é selvagem, magro, sujo, esfomeado, mas não tem coleira e pode correr para onde quiser."

Alex Keiling, cantautor do projecto "The Wooden Wolf", esclarece algumas curiosidades ao Rock Rola em Barcelos. Com a apresentação do seu disco de estreia "14 Ballads Op.1" na manga, o músico francês, de Estrasburgo, iniciou a sua tour lusitana dia 13 de Fevereiro, em Lisboa. Teremos o prazer de o receber em Barcelos, dia 23 de Fevereiro, no Salão Nobre da Câmara Municipal. Entretanto, não faltam datas de concertos do lobo por Portugal fora.



Primeiro, gostávamos de saber como é que nasceu o projecto The Wooden Wolf? 
O projecto nasceu quando eu percebi que não estava satisfeito com a minha banda anterior “Alex Keiling & the Mary Jill band”, que era mais folk e alegre (percussões, contrabaixo, violoncelo). Percebi que desejava executar novas músicas, de alguma forma mais escuras e lentas.

Quais são as tuas maiores influências? Como é que chegaste até elas?
Bem, o engraçado é que se pode ser influenciado por artistas com os quais não se tem grande relação mas, ainda assim, eles têm poder sobre ti. E outros que são muito importantes e os ouves todos os dias, podem não soar à mesma música que tu fazes. De qualquer maneira, quando era criança os meus pais punham-me a ouvir de tudo - clássica, world music, Leonard Cohen, Cat Stevens, Pink Floyd. Depois, já com 10 anos de idade eu descobri Nirvana, ACDC, Smashing Pumpkins. Hoje em dia, os meus artistas/compositores preferidos são Bonnie ‘Prince’ Billy, Jason Molina (Songs: Ohia), Dirty Three e o Leonard Cohen ainda é um deles. Eu tive uma namorada, há 7 anos, que tinha muito bom gosto musical e fez-me descobrir muitos artistas que eu hoje adoro. Ainda hoje partilhamos música entre nós, apesar de não estarmos mais juntos.

Alguma vez tiveste suporte familiar no conhecimento da música?
Eu acho que viver numa casa onde todos cantam juntos como um coro, me ajudou muito. A minha mãe improvisava algo na casa-de-banho e os meus irmãos e eu apenas pulávamos a cantar partes diferentes no nosso quarto. Eles não tocam propriamente nenhum instrumento, mas têm um grande amor pela música e partilhavam-no.

Em que momento é que decidiste que querias começar uma carreira a solo?
Decidi começar a minha carreira a solo há cerca de um ano atrás. Porque eu tinha músicas lentas e tristes que realmente queria tocar e percebi que seria muito mais fácil e mais livre executá-las por minha conta.

Porque é que Alex Keiling quer incarnar um lobo de madeira (wooden wolf)? O que é que isso significa?
O lobo é muito importante para mim porque é livre. Conheci um poema francês sobre lobos e cães quando era criança que, desde então, permaneceu para mim muito importante. O cão é gordo, tem uma casa, está a ser alimentado e cuidado, em suma é tratado. Enquanto o lobo é selvagem, magro, sujo, esfomeado, mas não tem coleira e pode correr para onde quiser.

Como é que descreves “14 ballads Op.1”? 
Como posso descrever o meu álbum? Bem, não é o meu trabalho fazer isso. Tome a liberdade de o fazer.

Como foi o processo de composição e gravação?
Tentei gravar e escrever as minhas canções quase simultaneamente, no intuito de capturar a atmosfera certa em que elas nasceram. Eu sou preguiçoso e gravei tudo por minha conta, por isso demorei mais um pouco. Não consigo simplesmente entrar num estúdio e gravar tudo durante uma semana. Tenho que esperar pelo momento certo no meu espaço. Então, escolhi compartimentos: a biblioteca (a minha sala de estar) é boa porque os livros absorvem o som, o meu quarto é fixe porque é feito de madeira em todo o lado e a casa-de-banho é boa para os reverbs por causa das telhas. Tento esperar até ao meio da noite, assim há menos hipótese de ter um camião a criar ruído. Costumo beber para me pôr bem-disposto.



Em duas músicas do álbum (“Out of sight in the direction of my body” and “Horses in the storm”) usas o poeta francês Paul Éluard como influência. Como é que a tua música se relaciona com a poesia dele?
O meu poeta favorito é Paul Éluard. É um génio e muito forte com as palavras. Não precisa de rimas, métricas ou versos para fazer um poema relevante. Gosto da maneira como pensa e acho que para mim é uma grande influência. Não estou particularmente orgulhoso por traduzir um poema seu para inglês porque não se deveria fazer isso, mas queria mesmo partilhá-lo.

Quais são os temas principais das tuas canções? Como é que os escolhes? Em que elementos te inspiras?
Acho que o tema principal é o amor (excepto nas improvisações que não têm realmente um tema). Eu apaixonei-me há dois anos e foi a coisa mais poderosa que já vivi, foi paixão mas que não podia funcionar porque era em demasia. Ela era como fogo, charmosa como fogo, doida como fogo, instável como fogo e ardia como fogo. E, bem, eu acho que nós apenas nos queimamos e então tive que deixá-la ir. Talvez soe ridículo e banal escrever canções de amor, mas isso é o que faz o mundo girar, por isso não devo ficar envergonhado.

As músicas ‘Horses in the Storm’, ‘Interlude2 (drunk with you)’ e ‘No name #5’ são improvisos. Estas músicas estão acabadas? Ou ainda podem sofrer alterações? 
Fiz muitos improvisos, mas só me atrevi a manter três deles porque os outros talvez estavam excessivos (demasiado estranhos, demasiado crus). Portanto para essas três canções que mencionaste, no início pensei que nunca iria/conseguiria cantá-las novamente por serem o que são. Então, muitas pessoas ficaram desapontadas comigo por não cantar “Horses in the Storm”, por isso decidi trabalhá-la e apreendê-la. É muito estranho entrar dentro de uma das tuas próprias canções. Acho que nunca vou cantar as outras duas canções nem nenhuma das minhas improvisações. Não me sinto bem a fazê-lo.

Vens a Portugal para uma Tour. Já estiveste em Portugal?
Nunca fui a Portugal e estou muito feliz e ansioso por ir.

Quais são as tuas expectativas? 
Espero conhecer pessoas boas, aprender um pouco de português, descobrir maravilhosos fadistas locais, descobrir refeições deliciosas. Para ser honesto, diria também que espero embebedar-me com os marinheiros lusitanos e cair nos braços de uma bonita sereia portuguesa.

E o que é que nós podemos esperar?
O que vocês podem esperar de mim? Vou cantar as minhas músicas de olhos fechados, um pouco desconchavado na minha cadeira, estarei tímido e talvez pareça triste e misterioso, mas quando falar com vocês (locais) e nos divertir-mos, verão que não sou deprimido. Não estou muito à vontade no palco. Acho que também podem esperar que esteja cansado, por tocar todas as noites.


Tens planos para o futuro do lobo?
Sim, tenho muito planos para o lobo! Programas de rádio, videoclips, inaugurações, festas de lançamento. e vou gravar um EP que só será editado em vinil. E talvez me mude para Berlim nos próximos meses.


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Novidades | Green Atmosphere tornam-se Vénus Raiva!

 
Mudam-se os tempos mas as vontades são as mesmas. Também a língua muda sem mudar de linguagem. Depois de 4 anos com o título de Green Atmosphere, estes três rapazes assumem a sua posição no que concerne ao idioma das suas músicas e com isso transformam-se em Vénus Raiva. Sem vergonha de mostrarem o que os deixa em pele de galinha, Miguel Antunes, Ivo Silva e Hugo Carvalho inspiram-se por fumos ancestrais do psicadelismo e cores post-rock, aquilo que os podemos ouvir fazer com uma guitarra, um baixo, uma bateria e uma garganta no EP 'Vénus Raiva'. 
Gravados, produzidos e masterizados por Paulo Miranda no Amp Studios, em Viana do Castelo, 6 temas compõem o registo blues-rock que será apresentado a 28 de Fevereiro no Hard Club, Porto, e a 2 de Março no CCOB, Barcelos. O artwork é da autoria de Heymikel. Podem segui-los na sua página de facebook.

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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

Agenda | ZOOM dá o tiro de partida com Chris Brokaw!

Amanhã, terça-feira, é dia de procissão musical ao Salão Nobre da Câmara Municipal de Barcelos. O ciclo de concertos de Fevereiro da associação cultural ZOOM, inicia-se com a presença do norte-americano Chris Brokaw numa programação conjunta com a Honeysound. 

Chris Brokaw nasceu em Nova York e foi criado nos subúrbios da big apple. Estudou na Oberlin College, em duas áreas relacionadas com música: gravação multi-track e Steel Drumming. Em 1986 mudou-se para Boston, Massachusetts, e em 2011 fez a grande travessia rumo à costa oeste de Seattle, Washington, onde reside actualmente. O seu trajecto musical é, talvez, mais conhecido pelos seus trabalhos como baterista nos Codeine ou como guitarrista nos Come, que editou vários álbuns na década de noventa pelas labels Sub Pop Sub e Matador, consideradas marcos na música rock independente americana. 
Desde 2001, tem-se focado principalmente no seu trabalho como artista a solo, fazendo numerosos álbuns de inspiração vocal e instrumental. Uma matriz que tem variado desde o rock mais cheio ("Red Cities, "Incredible Love") para deambulações com violões de seis e doze cordas ("Canaris", "VDSQ Solo Acoustic Volume 3") até ao lado mais experimental e abstrato ("Tundra", "Gracias, Ghost of the Future"). Durante este período, Chris tem mantido uma activa agenda em digressão pelos EUA, Reino Unido, Europa, Canadá, Austrália e Rússia.
Brokaw tem também tocado e gravado como acompanhante para artistas como Thurston Moore, Evan Dando, Christina Rosenvinge, Jennifer O'Connor, Rhys Chatham, Steve Wynn, Alan Licht, GG Allin, e Johnny Depp. Actualmente, Chris desempenha funções nas bandas Wrekmeister Harmonies, The New Year e The Empty House Cooperative, todos elas com novos trabalhos em edições de 2012 e 2013. Ele também colabora em duo com Geoff Farina (ex-Karate), tendo lançado dois álbuns ("The Angel's Message To Me" e "The Boarder's Door"), e numa nova dupla com Stephen O'Malley (Sunn O))) ) chamada The Catamites. 
2012 foi o ano do lançamento de "Gambler's Ecstasy", um álbum rock a solo que demorou cinco anos para ver a luz do dia. Chris realizou uma extensa tourné nos EUA em setembro e outubro, abrindo para a banda japonesa Mono, e vai continuar em actividade durante este ano como baixista e baterista. 

O concerto está marcada para as 22:00h e as entradas normais custam 3,50€, com desconto para idosos e estudantes que valem 2€. O cartaz é da autoria do designer barcelense Anoik.
 

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Documentário | Cock'n'Roll ganha uma segunda vida!

Foi há quase três anos que duas meninas da escola secundária de Barcelos se lançaram à aventura de recolher o espólio musical barcelense com testemunhos de artistas, jornalistas e mediadores. Essas meninas eram a Alexandra Martins e a Inês Faria e daí surgiu o primeiro documento audiovisual, uma visão profunda pelo movimento barcelense no seu passado, presente e futuro. O cock'n'roll foi apresentado no auditório da biblioteca com concertos de Glockenwise, La La La Ressonance e dos extintos Azia. Nós estivemos lá e reportamos os acontecimentos na altura. 
Já depois de uma série de footage recolhido no bar do xano e nas salas de ensaio das bandas, a parceria feminina com a ajuda do Diogo Gomes lançou-se para a segunda parte desta saga, com o mini-documentário "Cock'n'Roll v2.0", uma radiografia ao momento actual de quatro bandas do galo: Aspen, Black Bombaim, Killimanjaro e The Glockenwise. Uma viagem honesta e rigorosa pela sonosfera da cidade minhota e pelo lado nocturno e recreativo de um grupo de jovens artistas. Se tiverem 12 minutos para ganhar, a loja recomenda!

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